Fabio Baptista
Fabio Baptista 
Fabio Baptista

O Caçador de Espécimes

23/04/2017

Caçador de Espécimes – Indivíduo cuja principal atividade é a caça e venda de espécimes alienígenas. Normalmente um viajante, explorador de planetas e usuário exímio dos mais diversos armamentos de caça. Até o presente momento, todo e qualquer caçador de espécimes é considerado criminoso pelo Tratado da Biodiversidade (L3618. Art. 77). A Liga Interplanetária de Proteção à Biodiversidade encontra-se atualmente em campanha de busca e aprisionamento de todos os caçadores. Mesmo assim, a atividade de caça e venda ilegal de espécimes extraterrestres continua intensa. Estima-se que cerca de 100 milhões de espécies em todo o universo conhecido deixaram de ser catalogadas, e hoje estão extintas, graças a esta atividade.


A Enciclopédia Universal - 3898
 

 

 

A nave era um borrão no espaço. Seus tripulantes eram apenas dois: Mirno, um jovem Caçador de Espécimes, e Planck, uma criatura cuja altura não ultrapassava dois centímetros. Os aparelhos de navegação estavam programados para Aurora, o planeta laranja. Viajavam próximos à velocidade da luz.

 


- Piores. Tenho certeza de que a criatura está lá.


Mirno sorriu. O visor do UPS marcava a chegada em aproximadamente dez minutos. Era o tempo que dispunha para se preparar para a maior caçada de sua vida.


Planck invadiu seu campo de visão, retirando-o de seus devaneios.

- Você me ouviu? Eu tenho certeza que a Besta Paradoxal está lá. Nós deveríamos seguir na direção oposta!


O pequeno ser possuía asas translúcidas. Elas batiam tão rapidamente que formavam uma imagem estática, dando a impressão de que ele flutuava no ar. Sua pele era de escamas azuladas. Possuía seis patas e uma dúzia de olhos. Estava completamente diferente da última vez que Mirno o observara e, como ele tinha certeza, tão diferente quanto a próxima vez que o observasse.


Planck era uma fada quântica, uma das mais raras formas de vida alienígena descobertas. Mesmo sendo macroscópico, seu comportamento era puramente quântico. Não era possível saber sua localização exata, muito menos sua forma real ou exatamente o que estaria fazendo no momento. Quando não observado, Planck realizava diversas atividades simultaneamente, assim como estava em vários lugares ao mesmo tempo.


Mirno levantou-se, andando a passos largos na direção da sala de equipamentos.


- Por que fugir, quando tenho a chance de me tornar o maior caçador de espécimes da história do universo? Essa é uma chance única, Planck.


- Sim, única! Não tem como tentar de novo se você está morto, certo?


Mirno riu sonoramente enquanto testava a empunhadura de um rifle gravitacional. Muito pesado, pensou. Devolveu o armamento ao seu lugar.


- Que exagero. Eu não vou morrer.


- É verdade. Você não tem como morrer se nunca nasceu.


O caçador se calou, prosseguindo com a preparação em silêncio. O sorriso fugiu do rosto, deixando uma fina linha no lugar da boca.


A Besta Paradoxal atingia níveis mitológicos entre os círculos de caçadores de espécimes. Segundo lendas e parcos relatos, sua habilidade era tão singular quanto seu nome: ela era capaz de criar paradoxos. Quando visava eliminar um indivíduo, não se limitava a retirar-lhe a vida: voltava no tempo e mudava os fatos, fazendo com que jamais viesse a existir. Diante de uma falha, Mirno não sairia ferido ou mesmo morto. Seu destino seria muito pior: ele não existiria. Ninguém se lembraria dele. Seu nome não estaria nas listas de procurados do governo. Sua existência seria apagada para sempre da história do universo.


A voz feminina gravada no UPS quebrou o silêncio decrépito: “três minutos para a chegada ao destino”. A nave iniciava o processo de desaceleração.


Aurora já não era um ponto no espaço. Pela janela, Mirno pôde avistar a esfera alaranjada, dez vezes maior do que o seu planeta natal. O fluxo de transportes de turismo era avassalador. Ele sabia que, além de magnífica, a Besta Paradoxal era inteligente: tomou como lar um planeta movimentado e protegido rigorosamente pela Liga Interplanetária de Proteção à Biodiversidade. Se o caçador comum já se acovardava diante das lendas sobre o seu poder, até o caçador mais experiente desistiria da empreitada ao descobrir seu local de paradeiro.


Mas não havia escolha para Mirno. Ele era o único capaz de realizar aquela tarefa.


Seria o maior caçador de espécimes da história do universo. Sua origem era o nada – um órfão, abandonado pelos pais ao nascer. Cresceu em um orfanato, onde um beneficiador anônimo custeou seu tratamento e estudos. Foi treinado a vida inteira para se tornar um importante homem de negócios, mas sabia que não havia nascido para aquilo. Quando terminou a faculdade, fugiu com o dinheiro que tinha e iniciou sua carreira como Caçador de Espécimes, seu antigo sonho. Desejava explorar o universo desconhecido, encontrar criaturas fantásticas e enriquecer de maneira perigosa. Toda a humanidade conheceria o seu nome, e aquele era o momento para tal.


A aproximação austera da nave na atmosfera de Aurora só foi possível devido ao sistema de camuflagem desenvolvido por Mirno. Calculava que dispunha de três horas antes de sua nave constar no sistema de rastreamento da LIPB como objeto não identificado.


Pousou em um ermo distante de qualquer ponto turístico, derrubando a vegetação e abrindo uma cratera terrivelmente ilegal. Desceu com um rifle gravitacional Alinsten 788 em mãos: leve, rápido e com um bom incremento de distância. A roupa sintética, incluindo o capacete lacrado, garantiam sua integridade física e forneciam o precioso oxigênio.


Planck – provavelmente – vinha logo atrás, sem necessitar de equipamento algum. A criatura quântica suspirou, assistindo a rampa de acesso recolher-se.


- O distúrbio no espaço-tempo aqui é estonteante – a voz de Planck soava ora no ouvido esquerdo de Mirno, ora no direito. – Não há como saber a localização da fonte. Qual o seu plano? Como encontraremos uma criatura que nem sabemos como se parece, em um planeta imenso, em apenas três horas?


Mirno riu, renovando a irritação da fada, como era de praxe. Andava em passos lentos e cuidadosos na mata peculiar do planeta. Falou, antes que os protestos do amigo quântico tivessem início:


- Não precisamos encontrá-la. Ela virá até nós.


Seguiu-se um silêncio divertido, que ele já esperava ouvir. Sabia que Plank tentava entender sua sentença antes de continuar o assunto. Só voltou a ouvir sua voz fina quando a nave já desaparecia entre a vegetação alta atrás deles.


- NÃO ENTENDI.


Mirno dirigiu o olhar para Planck. A criatura congelou no ar, como que surpreendida durante um ato escuso. Tinha dois olhos esbugalhados de surpresa, pequeninas asas azuladas que batiam ainda mais rápidas do que as anteriores, e braços e pernas que lembravam os de um ser humano comum, em miniatura. Quando não o observava, Mirno tinha a sensação de que Planck estava sempre em movimento, voando de um lado para o outro incessantemente. Assim que dirigia o olhar para ele, porém, encontrava-o parado, como se estivesse ali o tempo todo.


- A Besta Paradoxal tem um ponto fraco.


Planck flutuava. Cruzou os braços sobre o peitoral diminuto, imitando o comportamento humano que observou tantas vezes.


- E como você saberia o ponto fraco de uma criatura que nunca viu?


- Por que você me contou.


Voltou a andar mata adentro, deixando Planck – supostamente – para trás. A voz da criatura voltou a soar, um pouco distante desta vez.


- Eu não te falei nada. Eu não sei de nada sobre esse bicho.


- Ah, sabe sim. Você só não soube entender o que sabe.


Saíram repentinamente da vegetação densa, entrando em uma clareira. Um vasto precipício jazia cem metros à frente. Mirno andou até sua beirada, sentindo a aproximação de Planck.


- Antes de te conhecer, eu não acreditava que a Besta Paradoxal fosse real. Parecia muito óbvio. Se fosse verdade que sempre que alguém a encontrasse ela voltasse no tempo
para desfazer sua existência, não haveria relato algum. Apenas lendas. Papos de caçadores bêbados. Até que eu te encontrei, assustado e indefeso, naquele planeta sombrio.


Ele se lembrava dos fatos como se tivessem ocorrido no dia anterior. Era seu primeiro ano como caçador de espécimes. Após os meses iniciais infrutíferos, resolveu caçar em um dos planetas mais hostis encontrados pela humanidade: Tártaro.


Lutava para afogar as memórias que tinha das trinta horas agonizantes que passou no planeta escuro, mas elas insistiam em voltar à superfície. Lembrava-se que lá, no meio da escuridão e do desespero, encontrou Plank. O ser pequenino jazia sozinho em um canto isolado nas rochas; um minúsculo ponto de luz na ausência quase total da mesma. Sentindo-se responsável pela criatura quântica, alguém mais frágil que ele e que precisava de sua proteção, teve as forças renovadas. Juntos, saíram de Tártaro para nunca mais retornar.


- O que eu falei naquela hora? – Planck soava confuso – eu poderia ter falado qualquer coisa. Estava assustado demais.


- Foi o que você me falou depois que ecoou na minha cabeça. Sua história. Mais precisamente o tempo que você passou com o seu antigo companheiro, o homem chamado Lahal.

 

Segundo a história contada por Planck, Lahal era um temido Caçador de Espécimes no passado. Seu nome era universalmente conhecido como o melhor caçador de toda a história. O prêmio por sua cabeça era o maior existente.


Mas Mirno nunca havia ouvido falar dele antes.


Então a pequena criatura contou dos distúrbios no espaço-tempo. Vez ou outra ele sentia que a realidade era alterada de alguma forma, apesar de nunca saber como ou por quem. Quando se dava conta, tudo havia mudado. Repentinamente, Lahal não era mais o Caçador de Espécimes temido por todos. Ninguém sequer citava seu nome. Era como se ele jamais tivesse existido. Curiosa, a fada quântica passou a procurar o homem até finalmente encontra-lo em um restaurante. Ele lembrava o quão estranho fora encontrar um jovem, de cabelo arrumado, sem tatuagens, cuja plaqueta pendurada ao peito do uniforme o identificava como “Lahal Jensson”.


A amizade entre os dois foi inevitável. Planck não conseguiu conter sua curiosidade, que parecia ser algo natural para as fadas quânticas, e a pena que sentia pelo jovem que uma vez foi um homem feito, temido e procurado por todas as forças da LIPB. Conforme a amizade entre fada e garçom crescia, Planck contava para Lahal sobre o seu passado esquecido. Confuso, o homem ria das histórias estranhas contadas pelo amigo recente. Mas a mensagem não escapou dos seus pensamentos.


Pouco a pouco, Lahal interessou-se pela caça aos espécimes. Planck assistiu enquanto o garçom transformava-se lentamente naquilo que era em outra realidade esquecida. Lahal voltou a caçar e, com o tempo, ganhar muito dinheiro com a atividade. Mas sua proficiência nunca mais foi a mesma. Destemido, Lahal foi até Tártaro, achando que lá conseguiria uma
fortuna definitiva. Fez do lugar seu túmulo, após terríveis encontros com criaturas horrendas, deixando seu amigo quântico sozinho, preso no planeta sombrio.


Poucas horas depois, Mirno o encontrava.


O caçador parecia desligado da realidade. Olhava o horizonte de Aurora um olhar perdido, lembrando-se da história do colega quântico. A mesma história que havia lhe dado o insight necessário para aquela caçada história, que agora empreendia. Planck teve que mover-se rapidamente diante dele para que retomasse o foco. Quando voltou a observá-lo, Mirno viu um ser translúcido, de pele esverdeada e forma indefinida, como um pequeno anjo.


Sua voz era a mesma de sempre.


- Eu te fiz uma pergunta. O que minha história com Lahal tem a ver com tudo isso?


- Você não entende? - Mirno falou – A Besta Paradoxal não elimina a existência daqueles que a caçam. Ela simplesmente faz com que eles desistam de serem caçadores. Ela cria uma realidade onde eles seguem outro caminho.


A fada sumiu do seu campo de visão instantaneamente. Sua voz voltou a soar como vinda de lugares diferentes em momentos diferentes, com agitação renovada.


- Faz sentido! Se Lahal era mesmo o maior caçador do universo, ele encontrou a Besta Paradoxal por conta própria. Então, a criatura voltou no tempo e fez ele virar um... garçom!


- Não só isso. Sua história também me disse outra coisa: você sobrevive aos paradoxos, trazendo informação de uma realidade para a outra. Planck, você é imune à Besta Paradoxal!


Planck soltou seu gritinho de felicidade. Mirno imaginava a fada dando piruetas no ar. Tão rápido quanto sua mudança de humor, porém, a fada gritou em alerta.


- Tem alguém se aproximando pela mata!


O instinto de caçador tomou conta dos seus membros. Em um segundo Mirno tinha o rifle apontado para a mata fechada, cem metros à frente, a mira de longa distância diante um dos seus olhos. Identificou de imediato um movimento. Focou ali sua mira. Súbito, uma menina assustada, com não mais do que oito anos, surgiu. Tinha o semblante aterrorizado.


Qualquer pessoa normal correria para acudir a pobre criança, que provavelmente havia se perdido dos pais durante um passeio de turismo ecológico. Mirno, porém, só tinha um pensamento:


“Metamorfo?”


Ajustou a lente da mira telescópica para captar distorções de luz, que eram usadas por metamorfos para que observadores os vissem de forma diferente. No mesmo instante o visor emitiu um clarão forte, cegando-o e fazendo com que afastasse o rifle do rosto. Demorou preciosos segundos para recuperar a visão. Retornou a lente ao estado original e apontou o rifle para frente. Não esperava ver o que viu em seguida.


Luz. Um clarão estático, no centro da clareira. Não tinha forma, nem fonte, muito menos sentido. Luz não fica parada.


Um paradoxo.


Usou a mão livre para iniciar um processo de identificação no visor do capacete. A resposta da composição do que via foi rápida.


- Fótons?


“Sim”


A palavra não chegou aos seus ouvidos. Tomou forma no ar. S-I-M. Três letras suspensas, imateriais, irreais.


“Você sabia que eu viria, não é mesmo?”


As letras surgiam, uma após a outra, em ordem lógica. Formavam-se no ar, poucos metros à frente, entre ele e o clarão.


- Sim, eu sabia. Eu deveria ter pensado nisso. Você é feito de luz!


“Sim, você deveria ter pensado nisso”.


Mirno teve certeza de duas coisas. A primeira era que estava diante da Besta Paradoxal. A segunda era que não havia como captura-la. O rifle gravitacional criava campos artificiais de gravidade que atraíam criaturas próximas para o seu centro, mantendo-as imobilizadas. Mas para prender uma criatura feita de luz, o campo deveria ser tão intenso que ele mesmo e todo o planeta Aurora seriam sugados para o seu interior: um buraco negro.


Mirno abaixou o rifle, derrotado. A besta poderia, em menos de um milionésimo de segundo, acabar com tudo.


“Inteligente. Nem todos entendem a futilidade de seus atos tão rápido como você.”


- Quantos?


Uma pausa. Estaria ele sorrindo?


“Infinitos. Quando se vive fora do tempo, contar perde o sentido.”


Planck, atrás dele, parecia desesperado. Soltava pequenos suspiros de pavor.


“A criatura atrás de você. Esta que você chama de Planck. Ela sabia que era uma isca?”


- ISCA?


O caçador não ousou observar o amigo de tantos anos enquanto falava.


- A única coisa que resiste à besta paradoxal é você, Planck. Quando eu entendi que a ela não eliminava seus inimigos, apenas alterando suas realidades, percebi que ela tinha uma
qualidade intrínseca aos seres humanos: curiosidade. Soube então que, quando eu me aproximasse o suficiente dela com você, ela viria até mim.


Mirno largou o rifle ao chão e olhou para Planck. A criatura de quatro patas e pelugem felpuda retornava um olhar triste. Talvez soubesse, como ele, que aquele era o fim.


- Eu ia te contar quando capturasse a besta.


“Não se preocupe, pequeno. Você seguirá em frente, como sempre fez. Vim, sim, para vê-la. Esperava encontrar aquele que espalhara todos os boatos sobre a minha existência, tão cuidadosamente escondida por tantas eras. Mas este não é você.”


Mirno respirou fundo e abriu os braços em redenção.


- Estou pronto.


“E para onde gostaria de ir? Quem gostaria de ser?”


- Então é assim que você faz? Dá-nos uma chance de escolher?


“Você me encontrou. Decifrou meu enigma. Você não se lembrará de nada. Posso, no mínimo, oferecer-lhe a escolha.”


O caçador lembrou-se do futuro abandonado. Teve a chance de se tornar o gerente de uma empresa multiplanetária e faturar bilhões. Imaginou a decepção da pessoa anônima que o financiara. Ele havia sumido do mapa, usando o dinheiro que tinha para comprar equipamentos de caça. Desejou conhecer aquela pessoa. Alguém que o ajudou sem ao menos desejar se reconhecida. Um pai que nunca conheceu.


- Apenas faça o que quiser.


Ele respondeu, respirando fundo. Então fechou os olhos.

 


A Besta Paradoxal movia-se pelo tempo livremente. Criava paradoxos tal qual um ser humano colocava um pé após o outro, sem pensar. Retornou seis anos no tempo e encontrou Mirno recém formado na faculdade. Estava sentado no hall da instituição carente que o ajudou a tornar-se alguém na vida. Tinha acabado de receber um cartão da secretária, acompanhado de um bilhete, que agora lia.


“Caro Mirno. Este é o cartão para uma conta bancária com dinheiro o suficiente para iniciar a sua carreira sem grandes problemas. Minha responsabilidade termina aqui.


Desejo o melhor para você, sempre.”


Tudo seria diferente agora. A criatura alteraria a decisão de Mirno, tornando-o um autêntico homem de negócios. Então, no momento seguinte, viu-se cercada por espelhos. Estavam em todos os lados. Acima e abaixo. Não havia escapatória daquela prisão.


Mirno terminava de ler o bilhete anônimo com lágrimas nos olhos, quando ouviu o estrondo de um mecanismo sendo acionado no hall. Um cubo espelhado foi engenhosamente colocado ali, e agora pululava, como se algo estivesse aprisionado em seu interior.


Um homem vinha andando logo atrás. Não passava dos quarenta. Tinha uma roupagem simples, tatuagens por todo o corpo e segurava, em uma das mãos, o mecanismo responsável pela arapuca. Aproximou-se do cubo espelhado e apoiou um pé sobre o mesmo.


- Mirno?


Falou, olhando para o jovem desconcertado, sentado em um sofá. Então sorriu.


- Chamo-me Lahal. Sou seu beneficiador. Acho que lhe devo desculpas, e também uma explicação.

 

Este conto ficou em primeiro lugar no desafio "Criaturas Fantásticas" do Entre Contos, em Janeiro de 2015.

 

Ele também faz parte da segunda antologia "Devaneios Improváveis" do Entre Contos.

 

Faça o download do conto aqui.

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