Fabio Baptista
Fabio Baptista 
Fabio Baptista

A Flautista

03/02/2019

 

Rheinland-Pfalz, Alemanha. 1953

 

A temperatura caía junto com a noite. Empoleirada ao relento no terraço de um dos prédios da base militar alemã, Libby não conseguia controlar a tremedeira. Sentia como se o vento ignorasse as penas de ganso das roupas especiais que usava, acariciando sua pele nua. Estar parada aguardando instruções não ajudava em nada. Não conseguia dizer se o pé batia inquieto ao chão por frio ou por nervosismo. Olhou para o lado e viu Lucille: pistola em mãos e olhos vigilantes. Tinham que estar alertas: se algum soldado alemão encontrasse duas inglesas infiltradas em uma de suas bases militares, não haveria operação de resgate que as livrasse das consequências.

 

 

Deserto de Błędów, Polônia. Oito horas antes.

 

O Queen’s Eyes – aeronave primeira do MI6 - era o que existia de mais avançado na indústria dos Zepelins. A grandiosa máquina voadora atingia os 420 quilômetros por hora através de quatro propulsores a vapor, e contava com 170 mil metros cúbicos de gás hélio para se manter nos céus. Apesar do tamanho, naquela viagem a bela nave carregava consigo apenas oito tripulantes armados e uma passageira curiosa demais para ficar longe de uma janela.

 

Os olhos de Libby varriam a vastidão de terreno arenoso que se estendia em todas as direções. Era desapontador: quando foi chamada para a viagem, esperava as nuvens e o azul do céu. Mas em uma missão militar como aquela, era necessário voar baixo para não serem detectados em território inimigo. Como consequência, era comum assistir ao bater de asas de aves que, por vezes, acompanhavam o construto por quilômetros. Libby se contentava com aquilo: as criaturas transmitiam uma paz frágil e ligeira. Uma paz que ela sabia estar perto do fim.

 

Um pássaro diferente cruzou seu campo de visão. Sua aparência enganaria o observador destreinado, mas um pouco de atenção revelaria as engrenagens que faziam as asas de bronze baterem em intervalos precisos. O pássaro-mensageiro voou até outra janela do Zepelim, onde foi recebido por um oficial de comunicação. Um minuto depois, como esperado, Lucille batia à porta. Como Libby não respondesse, tentando agarrar-se à paz que fugia, a capitã da aeronave abriu a porta e permaneceu sob o batente.

 

— Acabamos de receber uma mensagem do Barão. Ele está a caminho. É bom colocar alguma roupa.

 

Libby olhou para si mesma. Vestia uma camisola, exibindo os ombros e as coxas; um contraste chocante com a estátua de capitã impecável na entrada do seu quarto. Não pôde segurar o sorriso.

 

— Claro. Estarei lá.

 

A jovem não conseguiu disfarçar o tom frustrado. Lucille assentiu, mas desistiu de fechar a porta do quarto. Ao invés disso, andou até a cama da garota, sentando-se a uma distância segura.

 

— Olha, eu entendo. Nada disso parece certo. Para muitos, soaria como hipocrisia. Uma desculpa no estilo “os fins justificam os meios”.

 

— Ele é um criminoso de primeira, Lucille.

 

— E o que você faria no meu lugar?

 

Os olhos da jovem fugiram do olhar da capitã. Lucille se levantou.

 

— Não julgue o que você não pode entender. É tarde demais para voltar atrás.

 

Com um sorriso de pura formalidade, os lábios colados um no outro, Libby assentiu.

 

— Eu vou me arrumar.

 

A capitã do Queen’s Eyes retirou-se do quarto.

 

               

Minutos depois, quando chegaram à Sala Comum, o criminoso mais procurado da Europa as esperava. O Barão Vermelho trajava uma cartola listrada e um ilustre fraque da cor do seu nome. Ele as recebeu com um longo sorriso no rosto, enfeitado por um cavanhaque perfeito.

 

— Lucille. É um prazer conhecê-la pessoalmente - O sotaque alemão era quase imperceptível. Ele tomou a mão da capitã, levantando-a para que a beijasse.

 

— Agradeço a pontualidade. Esta ao meu lado se chama Libby.

 

Refazendo a mesura, o Barão beijou a mão da jovem. Teve que inclinar-se um pouco mais, dada a diferença de tamanho.  A reunião a três aconteceu com todos de pé.

 

— Não temos muito tempo, Barão. Vamos repassar a estratégia. Nada pode...

 

— Perdão madame, mas eu tinha a impressão de que teríamos esta conversa na presença do ilustre flautista.

 

Lucille não lidava bem com interrupções. O sorriso no rosto do Barão absorvia as faíscas que fugiam dos olhos da capitã.

 

— Tenho que admitir que estou um tanto curioso para conhece-lo – arriscou adicionar.

 

— A flautista – Lucille respondeu, enfatizando o artigo feminino – está bem aqui, ao nosso lado. Você beijou a sua mão ao chegar.

 

O Barão fitou Libby, contendo a incredulidade como podia.

 

— É uma criança.

 

— Não sou criança – ela respondeu ríspida – só sou baixa demais para a minha idade.

 

— Quantos anos você tem?

 

— Dezenove.

 

As rugas na testa do Barão denunciavam sua raiva. Lucille não esboçava surpresa alguma.

 

— Você me prometeu um flautista!

 

— Ela é o que nós precisamos, Barão.

 

Os olhos do homem percorriam confusos as feições da capitã, procurando ali alguma dica de que tudo não passava de uma grande brincadeira.

 

— Ela não tem experiência!

 

— Eu tenho experiência...

 

— Já chega – bradou Lucille – A menina tem experiência na academia. Foi onde descobriu as suas habilidades.

 

O criminoso acariciou o cavanhaque sem disfarçar a frustração. Afastou-se, traçando uma rota errática pela sala. Bufava de tal forma que Libby tinha a impressão de ver a fumaça fugir das suas narinas.

 

— Então você já controlou algo do tamanho de um Colosso antes? – ele perguntou, sem interromper a andança.

 

— Sim – ela respondeu, mas a sua voz falhou.

 

— Sim ou não?

 

— Sim. Eu disse sim. Já controlei massas até mesmo maiores do que um Colosso.

 

— Em que academia você teve contato com um Núcleo de Hawking?

 

— King Harold Academy, em Southshire…

 

O Barão interrompeu o caminhar. Suas pupilas eram chamas vivas. Os lábios de Libby continuaram a falar sem que ela os controlasse.

 

— ... no c...curso de... mecânica industrial.

 

O criminoso fuzilou os olhos azuis de Lucille. Altiva, a capitã retomou a palavra.

 

— Assunto encerrado, Barão?

 

— Ela é uma civil.

 

— Afirmativo. Podemos continuar?

 

Em silêncio, o homem dirigiu-se até uma das janelas do Zepelim, onde o céu iniciava uma pintura de nuvens alaranjadas. Permaneceu ali por algum tempo: olhos perdidos, mãos para trás, lábios cerrados. Após o que pareceu uma eternidade, a voz do Barão soou repentina.

 

— Tenho que pensar a respeito. Onde estão os meus aposentos?

 

— Por aqui – um dos soldados se ofereceu para guiá-lo. Sem despedida, o criminoso seguiu o seu caminho.  Libby somente voltou a respirar quando o homem sumiu nos corredores do Queen’s Eyes.

 

— Acho que a conversa não foi como esperado, não é?

 

— Está brincando? – a capitã respondeu, com um surpreendente sorriso no rosto – Ele disse que ia pensar. Considero isso uma vitória.

 

 

Rheinland-Pfalz. Oito horas depois

 

                “Aceito o trabalho, desde que tudo seja feito exatamente como eu mandar”.

 

Estas foram as palavras do Barão ao terminar sua reflexão. Tudo havia sido feito como ele exigira, o que os levou até o topo de um prédio naquela base militar, apinhada de soldados inimigos, sem serem detectados. Agora esperavam novas instruções do criminoso, que havia saído para realizar um reconhecimento da área.

 

Como tudo naquela empreitada, o local onde aguardavam não era arbitrário. Dali eles tinham acesso a quatro dos doze hangares presentes na base. Cada hangar escondia uma monstruosidade de aço e bronze, conhecida pelo mundo inteiro como Colosso. Quatro dos mais poderosos e inacessíveis armamentos bélicos do mundo, exclusivamente alemães, dormiam a poucos metros delas.

 

— Você está sentindo eles agora, não está? Digo, o núcleo deles. É isso que vocês flautistas fazem, não é? – a voz de Lucille quebrou o silêncio.

 

— Sim. Eu os sinto. – Libby mentiu. Não era bem assim que funcionavam os seus poderes.

 

Lucille, que parecia vagar em pensamentos diversos, apenas sorriu.

 

— Vai chover em breve – a capitã acrescentou.

 

“Era o que faltava”. Libby suspeitava que morreria de hipotermia se começasse a chover. Perguntava-se onde estava o maldito Barão. Não conseguia parar de pensar na possibilidade de traição: que dali a alguns minutos o homem voltaria seguido de soldados alemães.

 

— Por que você acha que o Barão está nos ajudando? – ela perguntou em tom baixo – A guerra acabou e nós perdemos. Qual a vantagem de ajudar o lado perdedor?

 

— Não há lado perdedor nem lado vencedor para gente como ele, Libby. Só há o lado que paga mais.

 

—E o que te leva a acreditar que ele não está sendo pago dos dois lados?

 

A voz do Barão, em resposta, soou alta em comparação ao tom da conversa.

 

— Por que é ruim para os negócios.

 

Sem sua cartola listrada e com um uma indumentária mais apropriada para a ocasião, o Barão apresentava-se muito menos excêntrico e tanto mais eficiente. O rifle de precisão preso às costas, todo de cobre, emprestava ao criminoso certo ar de profissionalismo. Ele falou, escolhendo ignorar a conversa que entreouvira.

 

 — A nossa melhor opção será o hangar dois. Contei apenas cinco guardas por lá. Ao menos três deles sairão para reforçar as defesas externas quando o ataque francês começar. Eu cuidarei dos outros dois. Quando o ataque começar, calculo que teremos no máximo um minuto até que os pilotos entrem nos seus respectivos Colossos. Julgo que seja tempo o suficiente para que você entre em harmonia com o gigante, coloque-nos lá dentro e fuja em segurança, correto?

 

— Certo – Libby respondeu.

 

O som de uma sirene ruidosa arrastou-se lento por todo o batalhão. Atingiu o pico quase ensurdecedor e então voltou, igualmente lento, ao silêncio. Então reiniciou.

 

O Barão removeu o rifle das costas e andou agachado até a borda do terraço com a arma em mãos, esticando o pescoço para espiar a movimentação lá em baixo.

 

— São os franceses. O ataque começou. Espero que esteja pronta, garota. Vamos.

 

As duas inglesas apertaram o passo atrás do Barão. Uma voz alemã iniciou uma série de instruções através das caixas de alto-falantes distribuídas no topo de postes pela base, instruindo os soldados a tomarem suas posições para defender o local do ataque francês.

 

O MI6 havia interceptado os planos franceses há muito tempo. A França cobiçava o segredo da criação dos Colossos e, para isso, estavam dispostos a declarar guerra. A Inglaterra era mais cautelosa: graças à Libby, eles poderiam aproveitar o ataque francês para roubar um Colosso sem serem detectados. Como o Flautista de Hamelin guiava ratos pelas ruas, raríssimas pessoas como ela tinham o poder de controlar mentalmente qualquer maquinário munido de um Núcleo de Hawking como fonte de energia.

 

Quando o Barão abriu a portinhola que dava acesso às altas passarelas do hangar, Libby notou o quanto não estava preparada para aquilo.

 

Os olhos do Colosso estavam voltados diretamente para eles. As duas esferas vazias pareciam dilacerar a sua alma. Libby abafou um grito entre as mãos. Por sorte, o Barão estava ocupado demais munindo-se de um monóculo de precisão para enxergar os inimigos na distância. Apenas Lucille observou a cena, puxando-a pelo braço.

 

— Lembre-se – ela sussurrou – é tarde demais para voltar atrás.

O primeiro tiro do Barão acertou o guarda em cheio. O segundo homem caiu antes de entender o que acontecia. O Barão puxou uma ampulheta do bolso, preenchida com uma areia vermelha que escorria rápido demais.

 

— Vai!

 

O coração de Libby retumbava na sua garganta. Fechou os olhos e os punhos, controlou a respiração e tentou não pensar na areia da ampulheta que, naquele instante, era a sua pior inimiga. Em algum lugar ali havia um Núcleo de Hawking. Bastava se concentrar que o acharia facilmente.

 

Mas não importa o quanto tentasse, não encontrava nada.

 

— LIBBY! – Lucille bradou.

 

— Vamos lá, faça essa coisa se mexer! – gritou o Barão.

 

A jovem abriu os olhos. Faltavam apenas poucos grãos de areia para o fim.

 

— Eu não encontro! Não consigo encontrar o núcleo!

 

— Não há núcleo – Lucille concluiu, apontando para o nível do solo. – este Colosso estava em manutenção. Por isso haviam tão poucos guardas por aqui.

 

Incrédula, Libby esticou o pescoço para confirmar o relato. O Núcleo de Hawking jazia desligado em um canto. Estupefata, a jovem não notou que uma nova leva de soldados já havia avistado os invasores.

 

— Temos que sair daqui!

 

O Barão tomou-a pelo braço com mãos fortes. Os gritos dos soldados lá fora ficaram abafados quando o trio entrou por uma porta que os levou até uma escadaria que descia em espiral.

 

— Para onde estamos indo? – Libby perguntou. Lá em cima, uma porta foi aberta. O som dos soldados alemães descendo logo ao seu encalço era aterrorizante.

 

— Acabou Libby. Vamos sair daqui. – Lucille respondeu.

 

— Essa é uma saída auxiliar. Nós vamos sair em uma clareira, a vinte metros da floresta. Uma corrida breve.  – o Barão cuspia as informações, ao passo que chegava ao fim da escadaria e abria a porta que os levaria para a segurança – De lá nós poderemos...

 

Seis soldados alemães corriam pela clareira, parecendo tão surpreendidos em encontrar o inimigo ali quanto eles.

 

Lucille sacou sua pistola, mas antes que pudesse apertar o gatilho sentiu uma saraivada de balas atravessar o seu corpo. O Barão fechou a porta e a trancou por dentro, bem a tempo de evitar o restante dos tiros. Libby gritava por Lucille, batendo na porta em vão.

 

O criminoso abateu os dois soldados que desciam as escadas e puxou Libby pelo braço novamente, através de um corredor paralelo. A garota o acompanhava em prantos. O Barão abria portas e seguia corredores a esmo, sempre evitando locais óbvios, até que uma das portas os levou para o pátio externo, onde uma chuva fina e as estrelas os receberam. Um soldado, não tão rápido quanto o Barão, perdeu a vida antes que pudesse reagir. Um sem-fim deles encontrava-se mais adiante, iniciando um novo tiroteio. A dupla se escondeu atrás de uma grande despensa de lixo.

 

A chuva se apressava em tornar-se tempestade, lavando as lágrimas da flautista. A troca de tiros continuava.

 

Uma sirene diferente – como o vapor incandescente fugindo através dos cilindros de um órgão musical – fez-se ouvir, seguida de um impacto tão violento que fez o chão tremer.

 

— Esse som – o Barão falava, tentando recarregar seu rifle sem sucesso debaixo da chuva que molhava a pólvora – é chamado de Trombeta do Armagedom. É o som que o Colosso faz quando é ligado. Esse tremor... – e, como se a terra o ouvisse, um novo tremor fez a espinha de Libby congelar – são os passos do gigante que está indo varrer as tropas francesas.

 

Com um resmungo, o Barão jogou o rifle no chão e sacou uma seringa. A garota gritou de horror, observando o Barão injetar o líquido azul na própria veia antes de continuar o seu discurso.

 

— Atrás desse prédio está um Colosso. Essa é a nossa última chance, garota. Eu não tenho mais para onde ir.

 

— Eu não posso – Libby tremia os lábios em desespero – Não consigo. Eu menti. Nunca fiz isso antes. Eu só controlei pequenos Núcleos de Hawking, nada tão grande quanto um Colosso. Não sei fazer isso sem contato visual, e nem sei se conseguiria controlar um Colosso que já está sendo pilotado por outra pessoa.

 

A gargalhada do Barão vinha do fundo de sua alma.

 

— Você está dizendo que sua mente é pior do que alavancas e botões? Por que é isso que eles usam para controlar aquela espelunca.

 

O homem sacou duas pequenas pistolas dos seus bolsos infinitos e respirou fundo.

 

— Eu vou lutar até morrer agora – o sorriso maníaco no rosto dele não condizia com a situação – Acho que é uma boa hora para você descobrir se é boa nisso ou não.

 

Com um brado de guerra, o Barão correu na direção dos inimigos.

 

Libby estava sozinha agora. Cercada pelas paredes dos prédios militares e um latão de lixo, não havia mais o que fazer, nem para onde correr. Só havia o tempo, que escorria pelo seu corpo junto com a chuva, rápido demais para ela acompanhar. Só havia a tentativa antes do fim.

 

Fechando os olhos e os punhos, concentrou-se no Núcleo de Hakwing do outro lado do prédio. Era impossível alcançá-lo. As camadas de alvenaria e concreto que a separavam dele eram demais para a sua mente inexperiente. Ela sentia a sua presença agora, mas não havia como tocá-lo. Estava longe demais.

 

Ignorante às balas de chumbo que resvalavam ao seu redor, Libby tentou novamente e mais uma vez, até que a chuva a ajudasse.

 

A epifania veio como todas as epifanias: gloriosa e esclarecedora. Libby sentia a chuva, e a chuva sentia os núcleos. Não apenas aquele que se encontrava logo ali, após o prédio, mas todos os onze núcleos dos Colossos que marchavam pelo batalhão. Libby era a água que escorria na lataria do gigante; era o vapor que gritava nos cilindros do Colosso. Ela era todos os Colossos dos alemães, e nenhum piloto entendia por que as alavancas não funcionavam mais.

 

 

 

 

 

Mais adiante, com uma bala alojada entre as costelas e outra em uma das coxas, o Barão gargalhava ensandecido. Sete soldados alemães jaziam mortos ao seu redor, mas dezenas de outros brotavam de todos os cantos. Os disparos tiravam lascas da parede atrás da qual o Barão se escondia, recarregando suas armas. Foi quando ouviu o grito da garota.

 

Primeiro, achou que era um grito de dor. Imaginou como seria conhecer a morte sendo tão jovem. Depois entendeu: Libby estabelecera uma conexão direta com um dos Colossos. Um enorme braço metálico atravessou o prédio vizinho, varrendo o chão e nocauteando soldados alemães a torto e a direito. Eles não estavam prontos para aquilo. As balas das suas armas não tinham serventia contra seus próprios Colossos. Outro gigante entrou em cena, pisoteando os inimigos que encontrava. A última vez que o Barão viu Libby foi na palma da mão de um dos construtos, como uma boneca de pano sendo levada para longe.

 

Aproveitando o ensejo, o criminoso liberou um pássaro-mensageiro, que voou apressado para longe dali. Então tratou de fugir.

 

 

 

 

Dias depois, o episódio que ficou conhecido como “O Êxodo dos Colossos” era retratado nos maiores jornais do mundo. Onze Colossos de um batalhão de infantaria alemão fugiram durante uma batalha. Franceses e alemães trocavam ofensas. Uma nova guerra tinha início.

 

Mas desta vez a Inglaterra estava preparada.

 

 

 

Este conto ficou em terceiro lugar no desafio "X-Punk" do Entre Contos, de Novembro de 2016.

 

Faça o download do conto aqui.

 

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